Mostrar mensagens com a etiqueta alimentação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta alimentação. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, março 24, 2009

a diabetes desconhecida

Devidamente tratada, a diabetes não impede o doente de ter uma vida perfeitamente normal e autónoma. Contudo, é fundamental que o diabético se ajude a si mesmo, autocontrolando a sua doença. Aliás, se o doente for determinado neste papel de autovigilância, a sua vida ficará muito facilitada.


Cerca de 395 mil portugueses desconhecem ter diabetes e muitos só são diagnosticados quando surgem complicações, revela o primeiro estudo nacional de prevalência da doença, apresentado hoje em Lisboa.

No total, mais de 900 mil pessoas em Portugal são diabéticas, indica o estudo, promovido pela Sociedade Portuguesa de Diabetologia e Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP), e integrado no Programa Nacional de Prevenção e Controlo da Diabetes da Direcção-Geral da Saúde.

Luís Gardete Correia, presidente da APDP, explicou que a prevalência da diabetes na população portuguesa entre os 20 e os 79 anos é de 11,7 por cento, o que corresponde a 905.035 pessoas.

O estudo revela ainda que 5,1 por cento dos diabéticos não estão diagnosticados.

"É preocupante porque são pessoas que têm a doença, que está a evoluir, mas que muitas vezes só são diagnosticadas quando têm uma complicação" de saúde relacionada com a diabetes.

Comparando com outros países europeus, os números nacionais são dos mais elevados, mas Gardete Correia recordou que os dados da Alemanha e da Inglaterra já têm algum tempo, pelo que, se fossem actualizados, provavelmente ficariam ao mesmo nível das estatísticas portuguesas.

Este estudo foi desenvolvido de forma aleatória em 122 locais do país, atendendo à densidade populacional e zonas urbanas e zonas rurais, com uma amostra de 5.167 pessoas representativas do país inteiro.

A diabetes é uma doença crónica que se caracteriza pelo aumento dos níveis de açúcar (glicose) no sangue e pela incapacidade do organismo em transformar toda a glicose proveniente dos alimentos.

mais em http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1370631&idCanal=62

quarta-feira, março 11, 2009

Consultas sobre Saúde Nutricional gratuitas

Mês Europeu do Cancro Colo-rectal com apoio a doentes


No primeiro aniversário do Mês Europeu do Cancro Colo-rectal (CCR), a associação Europacolon dá mais um passo no apoio aos doentes de cancro do intestino criando uma consulta de nutrição gratuita. O principal objectivo desta iniciativa é informar e sensibilizar a população.

Já a partir desta semana, a associação disponibiliza um novo serviço direccionado aos doentes de cancro do intestino com consultas de aconselhamento nutricional gratuitas.




O objectivo é ajudar o doente a ter uma atitude saudável no seu dia-a-dia e promover os meios que aumentem a sua qualidade de vida. A nutrição é uma componente primordial no bem-estar do doente e contribui de forma significativa para um melhor tratamento da doença.

Para Vítor Neves, presidente da Europacolon Portugal “importa fomentar o desenvolvimento de processos clínicos de excelência no nosso país, em tudo o que à doença disser respeito, contribuindo para a melhoria dos cuidados médicos, apoiando a investigação, a formação e encorajando a evolução clínica, bem como continuar a promover os projectos de prevenção e educação junto da população”.

A criação de uma consulta de apoio nutricional, orientada para as necessidades específicas dos doentes de cancro colo-rectal, o cancro com maior incidência no nosso país, vem juntar-se a outras iniciativas de responsabilidade social desenvolvidas pela Europacolon Portugal.

Lista de espera

Destaca-se o lançamento de uma Linha de Atendimento (808 200 199) a doentes com cancro do intestino e à população em geral, em 2007 e a criação de consultas de acompanhamento psicológico em 2008. No entanto, o Ciência Hoje ligou para a linha e não havia ninguém disponível para prestar esclarecimentos e sugeriram uma lista de espera.

A associação pretende assim facultar informação sobre a doença, sintomatologia, áreas de risco, estratégias de prevenção, opções de tratamento, aos doentes, familiares e/ou cuidadores e profissionais de saúde.

“Enquanto Associação pretendemos apoiar o doente na percepção das repercussões da doença no seu dia-a-dia e o que poderá fazer para as minimizar,” disse o presidente.

Margarida Vieira, Nutricionista e Mestre em Nutrição Clínica, irá fazer as consultas presenciais, gratuitas, nas instalações da Associação às segundas e terças das 10h às 12h.

O Mês de Março é, desde 2008, o Mês Europeu de Sensibilização para o Cancro Colo Rectal. A Associação de Luta Contra o Cancro do Intestino apresentou esta iniciativa, no Parlamento Europeu com o objectivo de sensibilizar para o rastreio e o diagnóstico precoce como formas de prevenir a doença.

Sobre o Cancro Colo-Rectal

O Cancro Colo-Rectal é o segundo tipo desta doença mais comum na Europa Ocidental, logo a seguir ao do Pulmão nos homens e ao da mama nas mulheres. Mais de 417 mil pessoas são diagnosticadas, por ano, com CCR, na Europa todos os anos, com taxa de mortalidade superior a 50 por cento.

Em Portugal estima-se que existam mais de 6.500 novos casos por ano, o que equivale a dizer que morrem por dia mais de dez pessoas com esta doença. É o cancro com maior incidência em Portugal.

segunda-feira, novembro 17, 2008

Grandes barrigas podem duplicar o risco de morte prematura

Ponha de lado as contas para calcular o Índice de Massa Corporal (o resultado da divisão do seu peso em quilos pela sua altura em metros ao quadrado), ou mesmo a balança e vá buscar a fita métrica. O seu perímetro abdominal será um dos mais fiáveis sinais de alarme para o risco de morte prematura, dizem os especialistas num estudo publicado ontem no New England Journal of Medicine que envolveu mais de 350 mil pessoas. Conclusão: Um “pneu” com mais de 120 centímetros num homem e 100 centímetros numa mulher significa que duplicou o risco de morte prematura.




O perímetro abdominal já estava claramente associado ao risco de doenças cardiovasculares e diabetes. Agora ficou unido ao perigo de morte. Mesmo que o seu IMC seja normal (entre os 18 e 25) e mesmo que não possa ser considerada uma pessoa obesa, se o seu pneu ultrapassar os 80 centímetros (nos homens) ou os 65 (nas mulheres) comece a preocupar-se, dizem os especialistas. A partir daí, os seus riscos começam a aumentar. Cada cinco centímetros a mais significa um aumento de 17 por cento de risco nos homens e 13 por cento nas mulheres.

“O nosso estudo mostra que acumular gordura em excesso na sua cintura pode colocar a sua saúde em risco mesmo se o seu peso for normal baseado no IMC. Não há muitas características no indivíduo que possam aumentar o risco de morte até este ponto, independentemente de fumar ou beber”, refere Elio Riboli, do departamento de Epidemiologia e Saúde Pública do Imperial College London, numa nota de imprensa sobre o projecto. O autor principal do artigo, Tobias Pischon, do Instituto de Nutrição Humana na Alemanha, acrescenta: “A gordura abdominal não é apenas um depósito de energia, mas também liberta substâncias que podem contribuir para o desenvolvimento de doenças crónicas. Esta será a explicação para a ligação”.

O estudo também avaliou o rácio entre a cintura e as ancas (dividindo as medidas da cintura pelas da anca) associando-o também ao risco de morte prematura. Tendo como coordenadas os resultados entre 0,78 e 1,10 nos homens e os 0,66 e os 0,98 nas mulheres, cada aumento na ordem dos 0,1 neste rácio foi relacionado com mais 34 por cento de risco de morte prematura nos homens e 24 por cento nas mulheres.

mais em http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1349906

segunda-feira, setembro 15, 2008

Lactobacilos: sabe o que são e para que servem?

Os lactobacilos são importantes para o nosso sistema digestivo e imunológico. Os chamados alimentos probióticos representam saúde e protecção ao organismo




Milhares de microorganismos vivos agem permanentemente em nossa flora intestinal e são responsáveis pela absorção dos nutrientes ingeridos através da alimentação. Esses "bichinhos" melhoram a integridade da parede intestinal e assimilam alguns nutrientes importantes para o organismo, como o cálcio e o ferro. De nada adianta seguir uma alimentação saudável se a flora intestinal não estiver sadía.

Alimentos como o leite, iogurte, queijo fresco e a coalhada, são fundamentais no nosso dia-a-dia, porque contêm o melhor dos probióticos: os lactobacilos vivos, os mesmos do leite fermentado.

Pesquisas mostram que os lactobacilos equilibram o funcionamento intestinal, impedem a multiplicação de bactérias nocivas, inibem a produção de toxinas, melhoram a digestão, fortalecem o sistema imunológico, além de prevenir o cancro do colón - localizado no intestino grosso.

Seguem algumas dúvidas mais frequentes sobre esses alimentos.

Nós já possuímos esses microorganismos no nosso intestino: então, qual a importância de ingeri-los através de nossa alimentação?
A flora intestinal é composta por um equilíbrio dos lactobacilos bons e maus. Ou seja, temos um conjunto de muitas espécies de bactérias que, quando estão equilibradas, não causam problemas à saúde, mas, caso contrário podem provocar doenças, alergias. Os microorganismos considerados bons (lactobacilos ou probióticos) devem ser maioria no intestino. Entretanto, vários motivos levam à morte desses microorganismos benéficos como, por exemplo, estresse, doenças intestinais, uso de antibióticos, envelhecimento. Por isso é importante ingerirmos esses alimentos e assim renovarmos nossos microorganismos.

Você sabe quais são os benefícios dos lactobacilos?
Eles tendem a melhorar e regular todo o funcionamento da flora intestinal, além de combater as substâncias tóxicas e causadoras do cancro. Não só fortalecem o sistema imunológico, como minimizam os efeitos colaterais provocados por antibióticos - que desequilibram o intestino.

O que ocorre quando os lactobacilos chegam ao intestino?
Como são resistentes, para chegar inteiros ao intestino vão acidificando o ambiente e assim dificultando a permanência dos microorganismos patogénicos, causadores de doenças no estômago e intestino. Esse ambiente ácido facilita a absorção dos minerais e das vitaminas, tão importantes ao organismo. Outra função é ajudar a manter íntegra a parede do intestino, o que permite que todos os nutrientes sejam absorvidos adequadamente.

O que é o leite fermentado e quem pode consumi-lo?
É todo produto que coagula e diminui o pH do leite, por fermentação láctea, por meio de microorganismos. Nos frascos encontrados no mercado existem variações de lactobacilos, como o Lactobacillus Casei e Bifidobacterium. Qualquer pessoa pode consumir estes alimentos depois da fase do desmame. Quanto maior a frequência, melhor a manutenção da flora bacteriana e a ingestão de cálcio, pois o leite fermentado é fonte deste mineral. E, para quem costuma ter desconforto após ingerir leite, uma boa notícia é que nesses produtos a lactose já vem processada, ou seja, o individuo não precisa digeri-la no organismo, diminuindo assim os sintomas dessa intolerância.

Qual é a quantidade diária ideal que devemos ingerir de alimentos probióticos?
Uma diária de leite fermentado e o consumo de queijos frescos, iogurtes, coalhadas - são suficientes para proteger o organismo contra os factores que desequilibram a flora intestinal. Essa quantidade é o bastante para proteger organismo e ficar mais resistente às bactérias e a qualquer tipo de infecção. Entretanto, é bom evitar o consumo excessivo desses produtos, que podem causar um desconforto intestinal, além do excesso de calorias que pode prejudicar o seu processo de eliminação de peso.

quinta-feira, agosto 21, 2008

A dieta dos crus




O regime à base de alimentos crus tem cada vez mais adeptos. Saiba o que os leva a tomar esta opção e o que pensam os nutricionistas «Sinto que estou a limpar as toxinas acumuladas ao longo dos anos e que o meu corpo caminha para um equilíbrio. Deixei de me sentir inchada. Perdi e continuo a perder o peso que tinha em excesso, de uma forma gradual.» «A minha pele está mais luminosa e macia. Os meus intestinos funcionam como um relógio suíço. Tenho menos fome e vontade de comer. Raramente me apetece consumir doces.» «Sinto-me com mais energia e, nas situações de stress, não vou abaixo com tanta facilidade.» As palavras poderiam ser de um anúncio publicitário, mas pertencem à realidade. Olga Silva, 33 anos, abandonou o fogão para iniciar uma dieta rigorosa, onde os alimentos cozidos são substituídos por refeições à base fruta fresca e seca, vegetais, rebentos e algas. Após quatro meses, garante estar «a adorar esta alimentação», baseada na preservação das enzimas e nos seus benefícios para o organismo.

Dieta de estrelas

O conceito, conhecido como The Raw Food Detox Diet (A Dieta Desintoxicante dos Alimentos Crus), deixou de ser uma prática dos hippies dos anos 60 para atrair cada vez mais adeptos em todo o mundo, em especial entre as vedetas americanas. Actores como Woody Harrelson, Demi Moore e Alicia Silverstone são algumas das figuras de Hollywood rendidas à dieta dos alimentos crus. Segundo a imprensa internacional, a estilista Donna Karan perdeu 20 quilos graças a este regime alimentar. Alguns países europeus já têm restaurantes inteiramente dedicados a este tipo de dieta e em cidades americanas como Nova Iorque, Los Angeles e Chicago, os restaurantes de raw food tornaram-se a última moda.

Experiência positiva

Em Portugal, esta vertente de vegetarianismo ainda tem pouca expressão. No entanto, quem segue a dieta considera que se sente mais saudável graças à ingestão do que chama de «alimentos vivos, leves e ricos em enzimas», incluindo rebentos de várias variedades (lentilhas, feijão mungo e alfafa) que são muitas vezes germinados em casa por quem pratica este tipo de dieta. No caso de Olga Silva, a mudança foi gradual e aconteceu depois de participar num programa de desintoxicação alimentar de 40 dias: «Só ingeria sumos e smoothies (preparados com a liquidificadora) e senti-me tão bem e leve, tão centrada em mim que só queria voltar a recuperar aquele bem-estar físico, mental e espiritual.» «Em Outubro de 2007, retomei esta alimentação, começando com uma percentagem de 50/50 (metade cru, metade cozido). Iniciei, também, a prática de Kundalini Yoga, um sistema integral que pratica 22 diferentes ramos do yoga num único sistema.» «Este sistema foi fundamental», sublinha. «Desde Janeiro deste ano [2008], passei a cerca de 90/100 por cento à base alimentos crus», acrescenta ainda.

Prós e contras

A nutricionista Carla Vasconcelos confirma que «ao evitar cozinhar os alimentos acima de 45 graus, as enzimas são preservadas e podem ficar disponíveis para ajudar nos processos digestivos do organismo. Da mesma forma que são protegidos alguns nutrientes termoláveis, principalmente, vitaminas», tal como alegam os seguidores da dieta dos crus. No entanto, o conceito não é pacífico e são raros os especialistas em ciências alimentares que aconselham este tipo de dieta. Apesar dos benefícios, a especialista defende que «uma alimentação à base de alimentos vegetais crus se torna restrita em alguns nutrientes como proteínas de alto valor biológico (de origem animal), que contêm aminoácidos essenciais, e também em hidratos de carbono e gorduras». Perigos ocultos Na opinião da nutricionista, não só ficarão a faltar ingredientes essenciais, como o consumo de alimentos sem cozedura pode ser perigoso para a saúde: «Os adeptos desta dieta acreditam que ajuda a desintoxicar o organismo». «Mas não me parece que seja tão linear, pois os alimentos ficam mais expostos a microrganismos prejudiciais. Há, portanto, um maior risco de ingestão de alimentos contaminados com microrganismos nefastos e de não satisfazer as necessidades nutricionais», refere. Exemplo disso são os espinafres e a beterraba, ricos em nitratos e enzima nitrato-redutase. «Estas substâncias podem provocar metahemoglobinemia, especialmente perigosa nas crianças, causada pela oxidação do ferro da hemoglobina ao estado férrico, que não é funcional», explica. Os defensores desta dieta afirmam, contudo, que é possível evitar o risco de intoxicação e de insuficiência alimentar. O segredo passa, acreditam, por uma mudança em quatro fases. Só na última etapa, é que a dieta «elimina» os produtos de origem animal e passa a 80 a 100 por cento de alimentos crus. Saiba que... Um dos principais rostos deste conceito é Charlie Trotter, autor de vários livros da chamada culinária a cru e apresentador de «The Kitchen Sessions with Charlie Trotter», no canal televisivo PBS. Proprietário de um restaurante em Chicago, este chef revelou, em entrevista à revista «Época», o segredo das refeições a frio: «Os sabores dos alimentos crus são muito limpos, puros e directos. (...) Se servir o menu inteiro só de crus e não disser nada, a pessoa nunca vai adivinhar. Na verdade, sentir-se-á óptima, mais leve e lúcida. Precisará de menos horas de sono e a sua pele ficará mais elástica.»

10 mandamentos fundamentais
Os conselhos dos defensores da alimentação a cru:

  • Conheça a origem e a qualidade dos alimentos que consome.
  • Saiba quais os aditivos químicos presentes na sua alimentação.
  • Substitua os alimentos como a carne, por «alimentos preservadores da vida», como a fruta e os vegetais.
  • Combine, pelo menos, três alimentos diferentes em cada refeição.
  • Substitua as bebidas cafeinadas por chás herbais ou, de preferência, água.
  • Prefira produtos lácteos de cabra ou ovelha, mais facilmente digeridos. Pode também optrar por bebida de soja ou de arroz.
  • Coma quando está relaxado e mastigue bem os alimentos.
  • Use mel, xarope de ácer ou malte de cevada, em vez de açúcar refinado. A comida com açúcar tende a criar muito stress para o organismo.
  • Experimente pão à base de centeio, milho ou até de arroz. Se tiver de comer trigo, prefira o integral.
  • Aposte nos smoothies (comida passada pela liquidificadora). Permitem comer mais em menos tempo e ajudam o estômago a digerir os alimentos.

Fonte: www.tonysamara.org

Texto: Fátima Lopes Cardoso com Carla Vasconcelos (nutricionista)